Processos Emocionais que Atrapalham o Crescimento

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Autor:

Fátima Alves

De forma simplista, os processos emocionais seriam várias sombras de nós mesmos. Camadas de dificuldades que impedem a nossa consciência de se manifestar de forma plena. No dia a dia quem se manifesta são essas sombras que estão relacionadas a satisfação e prazer de nosso ego.

Um exemplo de processo emocional: Inveja. Qual é o problema de ter inveja? Quando a pessoa tem inveja, está sentindo o seguinte: “eu é que gostaria de estar em determinada situação. Eu não gostaria que o outro estivesse desfrutando esse momento de satisfação e prazer, eu é que queria estar no lugar dele.” Mas ninguém assume isso. Existe até quem diga que sente uma inveja positiva. O fato é que não existe inveja positiva. O que pode existir é admiração por alguém por causa de um comportamento ou uma atitude da pessoa. É diferente de sentir inveja. A inveja é querer o que o outro tem e desejar que ele não tenha aquilo, só você. E por que a inveja é negativa? Porque não nos leva ao crescimento. Pelo contrário. Ficamos parados só desejando que o outro não seja feliz, não se dê bem em suas realizações.

Outro exemplo que ilustra a manifestação de nosso ego é o orgulho. Por orgulho, quando outra pessoa nos faz uma crítica, a gente não aceita. O ideal seria ouvir a pessoa sem confronto de ego. Se você não tem uma opinião formada sobre a questão específica que foi colocada, diga que vai pensar para verificar se realmente você estava errado. Se estiver, diga que percebeu o seu erro e vai corrigi-lo. É simples, mas por que é tão difícil fazer isso?

Porque o ego mal estruturado não nos permite ver a realidade. E tudo fica absolutamente pessoal. Então, no nosso entendimento disfuncional, a pessoa não apenas nos fez uma crítica, ela nos ofendeu. O nosso ego se confronta com a pessoa e não analisa a situação.

Quem tem um egão muito exacerbado não consegue perceber as pessoas, não consegue ter sentimentos de gratidão. Quem tem o egão muito inflado acaba sendo uma pessoa que sofre muito. Ela tem um vazio interno proporcional ao tamanho do seu ego.

Quem sente esse vazio pode até estar rodeado de pessoas, ser casado, ter filhos, mas não adianta, pois o contato com ela mesma não lhe causa prazer porque ela não tem nada a oferecer para si. Esse vazio interno muitas vezes a pessoa evita sentir. É a pessoa que nunca está sozinha, que procura sempre sair e não ficar em casa para não ter que se relacionar com ela mesma. Busca um relacionamento bem complicado, que fica anos dando dor de cabeça só para não entrar em contato consigo. Arruma filhos e/ ou animais de estimação para ter com o que se ocupar. Isso se chama operação tapa-buraco. Mas na verdade, a pessoa está só adiando o problema. Uma hora ou outra ela vai ter que se deparar com ela mesma.

Não encarar o ego é ficar parado, sem corrigir os defeitos e sem crescer. No final das contas, terá levado uma vida inútil. Não se tornou uma pessoa melhor. Todos nós temos que sair dessa vida melhores do que entramos. É necessário fazer uma reestruturação interna. E isso começa com uma análise sincera de você mesmo.

Começar a se analisar nas diversas situações do dia a dia para começar a se conhecer. Se você sentiu raiva em algum momento, pense sobre isso. Com essa análise, você pode descobrir muitas características em você. Às vezes, não dá para resolver uma dificuldade sozinho, é necessário a ajuda de uma terapia, por exemplo, mas a análise sincera de suas atitudes podem mostrar a você uma pessoa que você não conhecia.

Um ego mal resolvido se confronta com as pessoas e leva tudo para o pessoal.

Alguém com o ego bem estruturado não se confronta com as pessoas, ela percebe só a situação. E o outro nunca é uma ameaça, é sempre uma soma.

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