Diário de um Projetor Astral

Um caso de recepção no desencarne

Por em Projeção Astral.

Ano 2006
Neste dia fui dormir às 02:00 horas da madrugada.
Saí do corpo, como de costume sem nenhuma dificuldade. No processo de saída pude ver algumas imagens muito nítidas, como arvores, uma visão repentina da cidade de SP por cima ( como se eu estivesse em um helicóptero ), depois vi pessoas andando na rua, centro da cidade de São Paulo, parecia uma rua próxima a faculdade São Francisco, estas imagens acontecem algumas vezes quando realizamos projeção astral, no momento que estamos saindo do corpo e a nossa consciência está transitando de um veiculo para o outro.
No momento em que estava efetuando a decolagem, ouvi um estalo, e já estava flutuando sobre o meu corpo, ao lado do meu corpo físico pude ver a minha esposa com uma carga muito grande de energias em volta da cabeça, como se fosse uma nuvem, e parecia lhe trazer algum desconforto. Havia turbulência em seu sono, que eu podia sentir devido à situação de estar projetado fora do corpo.
Flutuei sobre a minha casa, após atravessar o telhado, me dirigi para frente da casa, e em seguida, sobre a rua fui seguindo a distancia um carro, e me aproximando lentamente. Era um casal de jovens. Um pensamento me passou pela cabeça: que perigo andar a estas horas da madrugada na rua…
Os meus amparadores deram sinal de sua presença e me convocaram para o trabalho assistencial. Imediatamente fui tracionado para um lugar onde havia acontecido um acidente, era em uma estrada que eu não consegui identificar, e um homem já de meia idade estava desencarnando pelo impacto do veiculo, eu estava ali para auxiliar no desencarne. Este é o trabalho que eu mais gosto de fazer, pois exige conhecimento e aceitação, alem de ser necessário um exercício constante do amor ao próximo.
O corpo astral do homem se debatia em um esforço de manter-se no corpo físico. O corpo físico convulsionava como querendo manter as derradeiras esperanças de vida.
Vários espíritos amparadores se aproximaram, e eu junto com eles, para poder fazer o desenlace. A consciência espiritual coordenadora do trabalho levantou os braços espirituais e dirigiu ao moribundo pulsos de energia no chacra cardiaco para auxiliar na projeção final.
O corpo físico parou de movimentar-se e o homem jazia entre os destroços do veiculo já sem o espírito, que neste momento, estava sendo recebido por dois amparadores e por mim da forma mais acolhedora possível. O espírito do homem estava em aparente torpor e não tinha consciência do que estava acontecendo.
Enquanto eu o apoiava, o recém desencarnado, os outros dois exteriorizavam energias diretamente para a cabeça, em uma tentativa de conseguir que ele atingisse o mínimo de lucidez, para um subseqüente encaminhamento a uma localidade onde pudesse receber os cuidados necessários, e passar o luto da morte física. O tempo de estabilização das energias foi curto. Alguns amigos espirituais se aproximaram para o encaminhamento, outro chamado nos aguardava, nesta noite seriam cinco auxílios ao desencarne como pude constatar no final. Fazer esse trabalho é muito gratificante e é de um rico aprendizado. Após fazer toda a assistência espiritual durante um prazo de mais ou menos duas horas retornei a base física, e a minha companheira não estava na cama havia se levantado devido a sua indisposição física. Essa percepção eu tive no momento em que saia do corpo físico. Levantei da cama e perguntei o que ela estava sentindo. Ela respondeu que estava com dor de cabeça. Pedi para ela se sentar a beira da cama e fiz exteriorização de energias em sua cabeça usando o pulso do chacra cardíaco. A dor passou e ela voltou a dormir, e eu também.