Essa experiência que vou relatar me trouxe um grande aprendizado sobre a energia dos chacras. Estava hospedado em um hotel com um grupo de pessoas conhecidas e um amigo que estava no mesmo quarto saiu para encontrar uma garota que havia conhecido em uma loja quando estávamos comprando livros. Ele saiu para encontrá-la, e fiquei no apartamento deitado assistindo tv quando tocou o telefone. Era ele, havia chegado ao apartamento da garota e começou a falar sem parar, dizendo que não sabia o que fazer, pois ela estava tomando banho com a porta do banheiro aberta. Perguntei se podia olhar o ambiente através de projeção astral, ele disse que sim. Relaxei e sai do corpo rumo ao local onde ele estava. Foi questão de milésimos de segundo. Lá estava eu na frente dele. Sentado a beira da cama, próximo a cabeceira e com a aura tão encolhida que parecia que ia ser executado. Aproximei-me, e comecei a exteriorizar energias na cabeça dele. A garota saiu do banheiro com a toalha enrolada em seu corpo e ele ficou totalmente paralisado. Sua aura parecia que havia congelado, era como se suas energias estivessem querendo não ser percebidas, e ficavam imóveis. A moça se aproximou e pude observar que ele começara a gerar energias nos chacras baixos e não eram energias de desejo sexual, mas de medo. Os pulsos do chacra básico são muito visíveis nas duas situações: sexo e medo. No momento da excitação sexual o chacra básico trabalha em um nível de atividade bastante forte com as suas energias ocupando espaço cada vez maior em torno do corpo físico e enchendo da cor “sangue” a parte debaixo da aura, contaminando todos os outros chacras com essa energia, é nitidamente uma situação de “subida”, força. No medo o chacra básico trabalha em uma situação clara de “descida”, contamina os chacras emocionais da mesma forma, porém jogando as energias para o ambiente em uma situação nítida de defesa ( frio na barriga, resfriamento das nádegas, sensação de perda energética nos genitais etc.). Essa era a situação do meu amigo, quase pânico. A moça se aproximou e ele ficou imóvel e hesitante – ela percebeu que ele estava nervoso e disse: “Agora eu vou pedir uma licençinha pra eu me trocar…”. Imediatamente a aura dele começou a se recuperar, e ele foi para a sala. Fiquei observando o meu amigo e aprendendo o que acontece em uma situação de medo. Não relatei para ele, pois achei que não seria uma boa idéia.