Précognição projetiva com um ano de antecedência.
São Paulo, outubro de 1978
Morava em uma pequena casa no bairro de Parelheiros, em
São Paulo. Nesta época, ainda não tinha havido invasões e era um
lugar muito bonito, cheio de árvores, com muitas chácaras e fazendas.
Meu pai tinha uma pequena chácara próxima à casa em que eu
morava. As noites em que havia lua cheia eram sempre muito bonitas.
Uma noite eu fiquei observando da minha casa, que ficava em
um ponto alto, um pasto e as montanhas em volta. Eu me sentia
cheio de sonhos e motivação quando olhava a natureza.
Ao me recolher, me sentia bem, e como havia conversado na
casa do meu pai com o meu tio José, pensei nele antes de me
deitar e devo ter comentado alguma coisa neste sentido com a
minha esposa.
Deitei e dormi, fiquei lúcido fora do corpo. Alta lucidez e discernimento,
então eu vi a seguinte cena:- “Eu estava dentro de um carro
amarelo, modelo Maverick, sentado no banco do passageiro e com
um homem desconhecido na direção. Chovia e a estrada era de
terra. De repente, o homem fez uma manobra à direita e entrou no
que parecia ser a entrada de um terreno. Havia muita lama e eu lhe
disse que não era boa idéia ir em frente. A chuva era forte e talvez
devêssemos esperar ou quem sabe voltar em outra ocasião.
A pessoa que estava ao meu lado insistiu e acabamos por
ficar atolados na lama produzida pela chuva. Algumas pessoas
que estavam na pequena casa de madeira vieram em nosso socorro
e pudemos sair da situação em que nos encontrávamos e estacionar
o carro junto à casa.
Era uma palafita com dois cômodos a uma altura de uns
cinqüenta centímetros do solo sobre troncos de acariquara, madeira
muito dura da região. Subimos uma pequena escada de madeira
de três degraus e ficamos conversando com as pessoas que nos
auxiliaram, entre eles, uma mulher.
Foi-nos oferecido café, e eu estava sendo apresentado para
cada um deles como alguém que fosse fazer parte daquele grupo.
Da janela, observei que haviam montanhas de papelão e plástico
e que o terreno era muito grande. Pude observar também em
um local coberto, máquinas que pareciam prensas.
Depois de muita conversa e muito café, nós nos despedimos,
e a chuva, já mais amena, nos permitiu retornar com tranqüilidade
para a casa deste homem onde ficamos na sala, que era
muito grande, conversando.”
Enquanto isto acontecia, me senti “puxado” para o meu corpo
físico e acordei. Imediatamente peguei o meu caderno de anotações
e registrei a experiência.
Passado um ano em que fiquei trabalhando com o meu tio
José, acabei por ter uma proposta de alguém que conheci através
dele, e era exatamente aquele homem da precognição projetiva.
Fui para a cidade de Manaus e tudo o que eu havia visto anteriormente
se concretizou, e eu pude confrontar com as minhas anotações.
O local era um depósito de plásticos e papelão e realmente
as montanhas que eu havia visto eram destes materiais. O terreno
era muito grande e as máquinas eram realmente prensas de caixas
de papelão para fazer fardos. A sua casa era exatamente do
jeito que eu havia visto e nenhum pequeno detalhe era diferente.
Eu havia me tornado sócio do homem que tinha conhecido
um ano antes em uma experiência fora do corpo em que tive cem
por cento de lucidez e rememoração.
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