Outubro 1970
Antiga Rua Lido, no bairro de Veleiros – Santo Amaro – São Paulo. A casa que foi construída pelo meu falecido pai, ainda existe.
Lá realizei inúmeras experiências de Projeção Astral. Sempre que queria aprender sobre um determinado assunto fazia uma imersão, estudando, vendo gravuras ou fotografias, conversando sobre o mesmo para depois buscar em Projeção Astral.
Havia lido uns 70% de um livro sobre chacras que comprara na livraria O Pensamento, e naquela noite decidi que ia observar e anotar todos os detalhes do que eu visse neles.
Fiz o procedimento de saída. Deitado de barriga para cima, o máximo relaxado possível, pratiquei a respiração e iniciei a decolagem…
Devo dizer que a minha intenção era ter uma visão, o mais perfeita possível dos chacras, apesar de já tê-los visto inúmeras vezes, tanto quando no corpo físico como no astral, eu ainda queria entender algumas coisas que confesso até hoje pesquiso.
Minha busca era por uma pessoa que tivesse sofrendo com alguma perda, queria entender porque a aura ficava como se tivesse com um “defeito”, uma falha. Um amigo meu havia perdido um irmão e estava passando por um processo de luto.
Fui até ele.
Talvez você pense: – Que invasão de privacidade!
É verdade, seria se antes eu não tivesse conversado com ele. De todas as pessoas da minha adolescência e inicio da vida adulta ele foi o que mais ouviu sobre as minhas experiências de P.A., e quando percebeu que o irmão não estava bem, conversou comigo. Perguntou se eu podia de alguma forma ajudá-lo. Conversávamos muito e de verdade penso que ele foi, e é um grande amigo.
Fiquei observando. Perto dele parado estava o irmão (falecido) em estado de total torpor, não parecia enxergar nada.
Fiquei atentamente olhando para o chacra umbilical do meu amigo, que naquele momento estava com maior atividade. Parecia ter um “giro”, e essa percepção era sempre igual a todas às vezes que olhei. Na verdade era uma leitura seqüencial feita em sentido horário por um processo interno. É como se fosse um ventilador quando incide luz sobre as suas hélices em rotação.
No meu amigo o giro era “manco”. Havia uma falha que eu não havia visto em todo o tempo de convivência. Poderia ser isso que eu estava procurando? Realmente essa atividade do chacra talvez pudesse produzir a deformação na aura.
Continuei a observar e fiz varias anotações durante muitas noites e acredito que foi uma forma correta de perceber que à medida que o tempo passava os giros mancos iam diminuindo e a aura ia se restabelecendo.
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