Ano de 1974
Morava no bairro de Veleiros na rua Lido, em São Paulo, com
meus pais e meus irmãos.
Tive várias experiências fora do corpo e costumava todas
as noites, após praticar a respiração e o relaxamento, flutuar sobre
a minha casa e, em seguida, ficar na esquina, acima de um poste
de luz de madeira, observando os alunos de uma escola, que ficava
ali perto, retornando para as suas casas, conversando em
grupos ou namorando nas esquinas. Às vezes, me aproximava de
um ou de outro e conseguia ouvir o que estavam falando, mas a voz
parecia muito estranha como se reverberasse ou ecoasse, e eu,
às vezes, tinha a impressão de que não importava a distância, mas
o foco da minha atenção, para que eu pudesse ouvir cada um.
Outras vezes, ouvia normalmente como se estivesse no plano
físico e ficava tentando arrumar explicações para este “fenômeno”
auditivo.
A rua era de terra, o bairro estava em formação, e eu gostava
de flutuar sobre as ruas a uma certa velocidade, o que me dava um
grande prazer. Era uma sensação de liberdade indescritível,
acompanhada de euforia.
Uma noite, já projetado, volitava sobre a rua, na esquina da
rua Lido com a Estoril, e me sentia como se estivesse de férias.
Pensava por quê não ficar definitivamente na dimensão astral, quando
vi o meu amigo Silvio, que vinha de um curso técnico noturno,
caminhando em direção a sua casa acompanhado por um amigo.
Ele gostava de conversar, e era (e é) alguém importante nesta
minha atual existência, apesar de ter perdido contato com ele.
Eu o acompanhei durante o percurso. Quando chegou na esquina
ele parou, ficou conversando um pouco com a pessoa que o acompanhava
e, depois de se despedir, seguiu para sua casa.
Retornei ao corpo e anotei o horário e, no dia seguinte,
lhe relatei a experiência. Como ele já sabia dos meus experimentos
fora do corpo, achou fantástico, e confirmou tudo o que eu havia
visto e também o horário.
Siga-nos no Twitter!
Tudo sobre espiritualidade e projeção astral.