O que é qualidade de vida? Ela pode ser medida?
Podemos dizer que é um estado de satisfação decorrente da realização progressiva de nossos desejos mais elevados, quando encontramos equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Hábitos saudáveis, cuidados com o corpo, qualidade nos relacionamentos. Tempo para lazer e saúde espiritual.
Biologicamente, felicidade é uma sensação subjetiva de paz, harmonia e serenidade que experimentamos quando nosso cérebro, estimulado por pensamentos positivos, lança químicas no organismo (neurotransmissores) que provocam esse sentimento. Entretanto quando interpretamos a realidade que nos cerca de forma negativa, introduzimos na circulação neurotransmissores que provocam dores de cabeça, vertigens, acidez estomacal, falta de ar, arritmias cardíacas, redução da libido e outros sintomas que nos deixam mal humorados e infelizes.
Pessoas que vivem mal-humoradas, além de prejudicar seu próprio ambiente e a si mesmas, acabam influenciando de maneira negativa todos os que estão a sua volta.
Mas é possível ser feliz quando priorizamos a competência na condução da nossa própria vida física e espiritual. Pessoas multiplicadoras de otimismo e alegria são felizes por opção.
Nossos pensamentos, podemos dizer, são produtos da mente. Sementes que germinam todas as nossas realizações. Tudo o que vemos a nossa volta foi concebido em nossa mente: aviões, edifícios, relógios. Todos esses itens inventados foram pensamentos materializados. E assim também é com a nossa vida.
A mente analisa, sintetiza, raciocina, imagina, calcula , memoriza, interpreta.
Nosso espírito se manifesta através de nosso corpo físico e mantém ao mesmo tempo, através de funções paranormais – intuição, telepatia, percepção das energias etc - sua ligação com o universo que o cerca.
Quando dizemos que estamos com a “cabeça quente” ou, com a mente cansada não dizemos: “Meu espírito não está funcionando direito” pois o espírito nunca se cansa. É a parte física da mente (o cérebro) que esta prejudicando sua função. Fazendo uma analogia, um corpo saudável é igual a um bom computador. Uma mente saudável é igual a bons programas, ou seja, bons pensamentos, bons sentimentos, gratidão, alegria, certeza e confiança no melhor.
Os pensamentos e sentimentos universais de amor, paz, harmonia, alegria geram bem-estar. Por que escolhemos gerar emoções prejudiciais à saúde?
A qualidade de vida das pessoas vem se deteriorando. Criamos assim as doenças da civilização: obesidade; hipertensão; diabetes; depressão etc. Impossível sentir-se feliz quando se está doente.
Um indivíduo por definição não pode ser dividido. Ao ver nossa individualidade se fragmentando, questionamos: “quem sou eu?” O que quero realmente?
Estamos num lugar querendo estar em outro. Fazendo alguma coisa e sonhando com outra. Não estar centrado naquilo que fazemos é igual a não viver.
Viramos páginas em branco num diário cheio de hiatos, lacunas onde o tempo continua passando. Jogamos fora horas no trânsito ou diante da televisão. Desperdiçamos nosso tempo com preocupações irrelevantes, apegos ao passado, sonhos com o futuro. Não temos mais tempo para as relações pessoais.
Ficar longe de tudo isso requer modificações abrangentes no nosso estilo e qualidade de vida, cultivando uma atitude mental que nos deixe satisfeitos a maior parte do tempo, corrigindo nossos maus hábitos, melhorando nosso padrão de energia.
Já possuímos muito mais do que precisamos para ser feliz.
Autoconhecimento gerando mudança de atitudes. Isto é qualidade de vida.
Artigo escrito por Elaine Maia, com base nos conhecimentos adquiridos no CEC.
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