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O controle e suas consequências

Quando perguntamos a alguma pessoa se ela é controladora, dificilmente a resposta é positiva. Essa negação acontece por que a pessoa não aceita que tenha essa característica de comportamento ou muitas vezes porque nem sabe que a possui.

 

O controle é uma necessidade de defesa para encobrir a insegurança, os medos, a inflexibilidade, a agressividade etc. Quem controla o ambiente, controla também as pessoas, e ao fazer isso, tira todo o espaço delas e seu direito de manifestação. Por exemplo, a esposa que controla os gastos do marido, as ligações do celular, o tipo de roupa dos filhos, a alimentação da família; decide onde cada pessoa deve sentar à mesa, controla o que cada um deve falar e a hora certa para isso. Essa pessoa geralmente dita as regras de tudo, inclusive na hora da intimidade, dizendo para o marido o que ele deve fazer e como. Quando essa esposa faz isso, está tirando de toda a família a possibilidade de relação. Neste exemplo, não existe relação. Só existe alguém que manda e outros que obedecem. Não existe diálogo nem acordos porque tudo deve ser feito de acordo com a vontade, os desejos e as crenças de quem está controlando.

 

Quem é controlador gasta muita energia para ‘tentar’ manter o ambiente e as pessoas sob controle. Nada pode dar errado ou fugir minimamente do roteiro que foi programado, senão, o controlador fica totalmente desorganizado, em estado de ansiedade, agitação e agressividade. Todo esse contexto turbulento resulta numa turbulência também espiritual e energética. A casa perde a harmonia, o ambiente fica pesado, os familiares agitados, sem paciência, inquietos, irritadiços. Se houver crianças, elas terão dificuldades para dormir, terão pesadelos, poderão chorar à toa, apresentar irritabilidade, dificuldade de concentração na escola etc.

 

O controle não é saudável. E não podemos confundir controlar com administrar. Administrar situações é uma coisa, controlar as situações é outra.

 

 

Quem controla, não permite vivenciar o presente. Não tem flexibilidade para mudar o roteiro no meio do caminho, não aceita novas idéias, novas possibilidades. E isso é em todas as áreas da vida; com a família, no trabalho, no social, na relação afetiva e, consigo mesmo.

 

Mas, controle tem cura. O primeiro passo é identificar esse comportamento e tentar se colocar sempre no lugar do outro que é a vítima de seu controle. Como você se sentiria com alguém tirando todo seu espaço de manifestação? Pense nisso. Exercite a flexibilidade, aceite um caminho diferente, aceite uma idéia nova. Aceite a manifestação do outro, mesmo que não esteja de acordo com seus princípios. Vivemos num mundo das diferenças. Aceitá-las nos enche de experiência e enriquece nosso espírito.

 

 

Artigo escrito por Fátima Alves, com base nos conhecimentos adquiridos no CEC.

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