Escrito por Rosemarie Hajjar
A consciência é uma estrutura energética de manifestação referencial. Precisa de um corpo ou veículo (mental, astral e físico) para se manifestar e precisa de outra consciência como referencial para se perceber.
Inicialmente a consciência não tem nenhum processo emocional. Com o nascimento sofre um grande restringimento no corpo físico, surge o medo e a insegurança que geram mecanismos de defesa para enfrentar as dificuldades. A morte também gera processos emocionais, uma vez que representa uma perda de continuidade para a consciência. A cada experiência que gera tensão, medo e insegurança vão se somando processos emocionais que se acumulam nas várias reencarnações.
Isto pode se repetir indefinidamente até que a consciência inicie um processo de eliminação destes processos emocionais acumulados em tantas vidas. Para isso é necessário que ela tenha acesso ao conhecimento e se disponha a fazer um percurso de autoconhecimento, alteração de comportamentos disfuncionais, com trabalho, determinação e continuidade.
A consciência relaciona-se com o mundo exterior e faz suas experiências através dos chacras, responsáveis pelas trocas energéticas. Os processos emocionais, raiva, ciúme, inveja, carência, medo, insegurança, depressão, compulsão, estão associados à atividade dos chacras inferiores, básico, umbilical e esplênico e envolvem respostas reativas, instintivas, onde não há discernimento ou reflexão na elaboração da resposta.
Ao eliminar estes processos instintivos e se exercitar nos chacras superiores, cardíaco, laríngeo, frontal e coronário, a consciência evolui.
E esta evolução ocorre quando aprendemos a nos relacionar conosco mesmo e com o outro. Isto significa reconhecer todos os processos emocionais que operam em nós, descobrir o que existe por trás de nossas reações, reconhecer o direito do outro de se manifestar e de ter suas próprias experiências, e fazer um esforço para reverter todo este estado.
E então constatamos que passamos tanto tempo acumulando processos emocionais e depois temos que fazer um grande esforço para nos libertarmos deles. E é exatamente este o percurso de aprendizado da consciência para se tornar uma consciência livre, isenta de processos emocionais, mas com uma grande bagagem de experiências. Enfim, uma consciência capaz de se manifestar através dos chacras superiores e expressar o amor na sua plenitude.
Artigo escrito por Rosemarie Hajjar (Uberaba), com base nos conhecimentos adquiridos no CEC.
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