Escrito por Rodrigo Eurípedes
Todos os dias, somos bombardeados com informações que se apresentam de diversas formas, como estímulos visuais, sonoros ou até mesmo subliminares. Mensagens apelativas são veiculadas na mídia, em especial nos veículos de comunicação de massa, que atingem a maioria da população de uma determinada sociedade. Nas propagandas, na ditadura da moda, nas telenovelas, diariamente, a banalização do sexo se apresenta em parâmetros elevados, e tais estímulos são captados pelo espectador e processados como normais.
Tomando a sexualidade por exemplo, sabemos que a energia sexual se processa no chacra básico e que a densidade deste tipo de energia é muito elevada. Caso a consciência esteja localizada nesta freqüência a maior parte do tempo, tal configuração se constitui como uma âncora para a evolução individual e para o autoconhecimento. A sexualidade exacerbada pode trazer várias conseqüências para o indivíduo, como níveis incontroláveis de carência, frustrações e raiva, sem considerar as companhias espirituais que se aproveitam da situação. Se contarmos quantas cenas de sexo são veiculadas na TV diariamente, podemos ter uma breve ilustração do que estamos discutindo.
Considerando que a maioria da população mundial se encontra em padrões energéticos dos três chacras inferiores, processando energias majoritariamente no chacra básico, pode-se traçar uma linha tênue entre as expectativas emocionais dessas pessoas e os conteúdos veiculados na mídia. Muitas pessoas preferem assistir a uma novela em vez de um programa instrutivo ou informativo; muitos jovens preferem navegar sem fronteiras na Internet a ler um jornal.
Pode-se dizer que tal feito acaba por ‘massificar’ a população, ou seja, nivelar; criar padrões de aceitação e entendimento. Assim, a comunidade como um todo é induzida a comprar determinado produto, a aceitar alguma atitude ou comportamento como normais, a seguir tendências, prejulgamentos, permanecendo submissa à ditadura social que se tem promovido. A ampla indústria do entretenimento acaba por estimular tais práticas, uma vez que o homem, nos tempos atuais, está condicionado a buscar prazer, como fuga para seus problemas, como ‘descanso’ e ‘desestresse’.
Para sair destes padrões, faz-se necessário muito esforço e organização interna. Buscar uma atitude assertiva, ler um livro, assistir a um documentário são estratégias para nos desvencilharmos destas situações, enquanto não tivermos força de vontade e compromisso suficientes para um comportamento mais adequado. A mídia não é o vilão. Todos os estímulos estarão sempre disponíveis. A escolha de aceitar ou não é nossa. Do mesmo modo que permitimos ou não que um assédio roube nossas energias e interfira em nosso comportamento, podemos escolher ou não fazer parte de todo este contexto.
Artigo escrito por Rodrigo Eurípedes (Uberaba), com base nos conhecimentos adquiridos no CEC.
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