Escrito por Rosmarie Hajjar
Contrariamente, nós, seres emocionais, temos, em um grau maior ou menor, dificuldades de expressar nossos desejos, emoções, sensações e sentimentos. Muitas vezes nem percebemos que estamos bloqueando uma manifestação, mas isso pode se refletir nos diálogos internos infindáveis, aumentando os nossos conflitos.
Quando aprendemos que é importante falar e iniciamos esse exercício, nos deparamos com várias situações. Primeiramente, podemos, ao tentar nos comunicar, trazer toda carga emocional que faz parte do nosso ser. Isso pode gerar dificuldades energéticas e espirituais e provocar uma reação do nosso interlocutor, dificultando a assimilação do conteúdo e criando uma barreira na comunicação. Isso, entretanto, não deve ser motivo de recolhimento e expressões do tipo “é melhor eu ficar quieto” ou “ninguém vai me entender mesmo”. Devemos, sim, continuar a nos exercitar, para pouco a pouco nos aprimorar.
Quando conseguimos nos expressar podemos encontrar a resistência do outro por não estar preparado para absorver aquela informação. Neste caso, devemos tomar todo o cuidado para escolher o momento adequado e falar do que estamos sentindo, deixando para a pessoa o trabalho de assimilação ou não, de acordo com suas possibilidades e seu tempo. Mas não devemos restringir nossa manifestação frente às limitações do outro, e sim procurar fazê-lo de forma sensata.
Devemos observar que as nossas dificuldades de manifestação são causadas por nossas dificuldades emocionais, sempre, e não pelo outro.
Ao expressar nossas ideias e sentimentos estamos nos mostrando para nós e para o outro e temos a oportunidade de entrar em contato com dificuldades e conteúdos emocionais, que de outra forma, não seriam percebidos.
Em todos os casos, coragem e determinação são essenciais, pois só na experiência, partindo para a ação, conseguiremos produzir modificações em nosso padrão de comportamento.
Para evoluir precisamos aprender a nos relacionar e uma comunicação sem barreiras é fundamental para a construção de relacionamentos funcionais e felizes.
Artigo escrito por Rosmarie Hajjar (Uberaba) com base nos conhecimentos adquiridos no CEC.
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