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As regras no contexto da evolução

Evoluir significa jogar fora qualquer tipo de regra que nos limite o pensamento e a criatividade, aspectos muito importantes no momento em que precisamos analisar uma situação específica. As regras estão ligadas ao passado, e, muitas vezes, são baseadas em conveniências.


Conveniências são condutas socialmente aceitáveis que muitas vezes são usadas como justificativa para continuarmos tendo um determinado tipo de comportamento, não nos preocupando em sermos melhores, porque afinal “todo mundo faz, eu também posso”. Delegamos ao outro a responsabilidade pelo que somos, e as regras e amestramentos nos mantêm seguros. Contudo, trata-se de uma falsa segurança, que precisa se justificar em repetições do passado para se manter.


As regras nos impedem de agir de forma adequada a cada situação. Ao analisarmos, veremos que cada situação é uma situação diferente, em um contexto diferente, envolvendo fatores e agentes diferentes. Dessa maneira, não há regras ideais, ou verdades absolutas inverificáveis, e sim o bom senso, pautado na racionalidade e no sentimento.


A dificuldade em nos libertarmos das regras é que teremos que assumir a responsabilidade de quem somos, e nos comprometermos com a nossa própria vida e com e responsabilidade de sermos felizes. Os principais fatores que nos atrapalham são os nossos medos, as nossas carências e co-dependências.


O caminho da evolução envolve parar de culpar o outro e de ficar criando justificativas e desculpas para não fazermos nada, ou nos mantermos em uma situação que nos é confortável. Ser sincero é muito importante, e envolve parar de se auto-enganar e jogar fora as versões convenientes e irreais que criamos sobre nós mesmos e sobre as pessoas ao nosso redor, aspectos que nos mantêm fora da realidade e nos embaçam a visão. Livrarmo-nos das construções sobre o “certo” e “errado”, o “bom” e o “ruim”, entendendo que não existem verdades e leis absolutas, e sim verdades relativas e uma relação lógica de causa e efeito.


Há uma frase de Einstein que diz: “Preciso me dispor a desistir do que sou para me tornar o que serei”. E outra de Francisco de Assis que diz: “O caminho se faz caminhando”. Temos que querer mudar para começarmos a caminhar no sentido da nossa libertação. Somente cada um de nós pode se libertar da prisão que criou para si. Cada um é uma construção e um caminho individual. Não existem regras no caminho da evolução. Podemos escolher nos constituir em liberdade; ser feliz é da responsabilidade de cada um.

Artigo escrito por Lívia Navarro, com base nos conhecimentos adquiridos no CEC.

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