Centro de Estudos da Consciência | Projeção Astral, Chacras, Clarividência e Comportamento

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Aqui e agora

Somos consciências e transitamos em distintas dimensões através de diferentes veículos de manifestação. Diante disso, melhor seria se compreendêssemos a vida como existência ininterrupta da consciência, e não através da ótica limitada do plano físico, onde há um início e um final.

Fato é que crescemos com medo da morte, e ainda assim somos incapazes de viver a vida física plenamente. Sim, porque para vivermos esta vida em sua totalidade, deveríamos estar conscientes do momento presente. E é justamente aí, que reside uma dificuldade a ser superada. Nosso padrão emocional, que a todo o momento nos remete a um evento no passado, resulta em agente nublador da nossa vivência direta com o que ocorre a cada instante.

Nossas crenças, nossas inferências, nossos medos, nossos preconceitos em relação ao outro, são fatores determinantes para nos manter no cárcere das repetições. Somos incapazes de deixar que um acontecimento se desenrole, sem armar o nosso EGÃO de todas as defesas que constituímos durante o lento percurso evolutivo reencarnatório. Nos mostramos tão competentes em criar processos que tendem a preservar o ego, que temos de fazer um esforço heróico para nos relacionar de forma isenta e assertiva com as demais pessoas, e até mesmo conosco.

No entanto, bastam alguns instantes de auto-observação sincera, para percebermos o quanto precisamos aceitar, sem restrições, nossa atual constituição emocional. E aceitar não significa acomodar-se na afirmativa de que as dificuldades emocionais são normais para a grande maioria da humanidade, e portanto, inevitáveis também para nós. Essa aceitação nos desafia a uma mudança consciencial verdadeira. Chama-nos a ter coragem para viver o novo. Pois, quem vive o aqui e agora, certamente está quebrando uma cadeia de repetições, uma vez que já não reage ao ambiente instintivamente, mas torna-se criador de novas circunstâncias.

A dinâmica da vida cotidiana, a forma mecanizada com que cumprimos as tarefas diárias, não deveriam ser motivos para afastar-nos da experimentação consciente. Pelo contrário, tais experiências muito nos acrescentarão se estivermos abertos e lúcidos para percebermos todos os ambientes e pessoas com quem interagimos. Não se trata de controlar a situação, mas perceber com amplitude tudo a nossa volta. Agir, imbuído com intenções universalistas, embasado em uma compreensão multidimensional.

Vale a pena perceber cada acontecimento. Podemos começar com situações simples e diárias, como ouvir o som do vento, o canto de um pássaro, a buzina de um carro. Perceber o caminho que fazemos para o trabalho ou para casa, com todas as suas particularidades. Prestar atenção no humor com que acordamos, na água do chuveiro, no tom de voz ao dizermos “bom dia”. Com o tempo e prática aprendemos a experimentar cada instante sem ansiedade ou medo, sem recorrer ao passado ou projetar um futuro desconhecido.

Viver consciente do momento presente é estar em contato constante consigo. É um ato de dispor ao outro a integralidade do que somos, sem distrações ou reservas. É exercitar diariamente a força do sentimento. É continuar em si e a cada instante, continuar o outro.

 

Artigo escrito por Thiago Alexandre (SP), com base nos conhecimentos adquiridos no CEC.

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