Escrito por Joana Borges
Comparo aqui a flexibilidade ao caminho do meio, tão enfatizado em algumas filosofias, pois ele nos proporciona o equilíbrio e devemos buscá-lo em todas as nossas atividades, pois os extremos da vida sempre levam ao sofrimento.
Todos os dias somos bombardeados pelos meios de comunicação de massa criando padrões ideais de beleza, comportamento, alimentação e outros tantos tipos de consumo, trazendo muitas vezes mensagens subliminares, incutindo em nós a idéia do que é ou não bonito e desejável.
Atualmente desequilíbrios alimentares, como bulimia e anorexia são cada vez mais freqüentes, atingindo crianças e adolescentes e estes últimos fazem loucuras para atingirem padrões de beleza às vezes irreais e inatingíveis.
Mulheres e homens buscam freneticamente a perfeição física, submetendo-se a cirurgias plásticas em excesso e a tratamentos muitas vezes invasivos em clínicas de estética.
É uma postura saudável querermos cuidar da nossa aparência física, usarmos os meios disponíveis, mas, usando sempre o bom senso, sem exageros, buscando o “ caminho do meio”. Até porque, mais importante que mudarmos a aparência externa é investirmos num trabalho de autoconhecimento , nos aceitando e nos amando como somos, assim evitaremos viver em desequilíbrio, sob tensões, estresses, angústias, levando ao adoecimento.
A flexibilidade não requer que deixemos para trás nossas intenções, ela pede para que nos libertemos da fixação a um determinado resultado, não se apegando rigidamente a uma idéia.
Libertar-se e desprender-se das conseqüências é a essência do poder genuíno e oferece a única possibilidade real de segurança. Desvencilhar-se de um determinado resultado deriva da confiança na inteligência do Universo e na nossa ligação com ele, isso implica uma disposição para penetrar no desconhecido, campo de todas as possibilidades.
O verdadeiro significado da Flexibilidade é a disposição para deixar as coisas fluírem, acontecerem. Nem sempre vemos uma situação como um todo, quando poderíamos conhecer e compreender que há um motivo para que ela se manifeste do jeito que tem de ser. O cosmo tem um plano que é muito maior do qualquer coisa que possamos ter concebido.
Aprofundemo-nos nesse campo da flexibilidade infinita.
Artigo escrito por Joana Borges, com base nos conhecimentos adquiridos no CEC.
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